
ASSIM NASCEU UM NOVO AMOR
Entranha-te na minha pele com harmonia
Numa ânsia vernácula, de ti provindo
O odor inebriante da relva macia
Bailando ao vento como ARPA luzidia
Sobre esse olhar retorquindo,
Que devagar
Me vais despindo.
De longe sopra, desmandado o vento
E esta noite sedenta não tem dono
Avança no meu corpo bolorento
Põe-te nua nesta sede, que é chamamento
E faz-te nos meus braços abandono.
Corre, arrisca, não tentes te deter
Galopa, esmaga tua boca sobre a minha
Não deixes o respiro interromper
Este mudo rezar em ladainha.
Quero que lavres em mim como um rio
Nessa altivez emaranhante do teu cio.
Mergulha no jardim dos meus pecados
Sussurra-me esse querer que é estridente
A dança efervescente dos segredos
Desvendados no silêncio dos meus dedos
Que guardaste no diário de teu ventre.
Assim nasceu um novo amor
Chamado talvez saudade
Nas asas do Beija-flor.
Regensburg
17-05-2010
Beija-flor
Entranha-te na minha pele com harmonia
Numa ânsia vernácula, de ti provindo
O odor inebriante da relva macia
Bailando ao vento como ARPA luzidia
Sobre esse olhar retorquindo,
Que devagar
Me vais despindo.
De longe sopra, desmandado o vento
E esta noite sedenta não tem dono
Avança no meu corpo bolorento
Põe-te nua nesta sede, que é chamamento
E faz-te nos meus braços abandono.
Corre, arrisca, não tentes te deter
Galopa, esmaga tua boca sobre a minha
Não deixes o respiro interromper
Este mudo rezar em ladainha.
Quero que lavres em mim como um rio
Nessa altivez emaranhante do teu cio.
Mergulha no jardim dos meus pecados
Sussurra-me esse querer que é estridente
A dança efervescente dos segredos
Desvendados no silêncio dos meus dedos
Que guardaste no diário de teu ventre.
Assim nasceu um novo amor
Chamado talvez saudade
Nas asas do Beija-flor.
Regensburg
17-05-2010
Beija-flor